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sábado, outubro 30, 2010

Myha...tire suas conclusões

Recebi o Link da banda Myha de curitiba por email, entrei no myspace, e escutei todas as músicas. Tentei ligar as canções entre si e cada uma é diferente da outra, tem grunge tardio, bossa, indie rock, noise, pop e assim por diante. Se eu escutar uma música tenho uma conclusão se escutar outra vai piorando, parecem que foram covers gravados. Cheguei a a conclusão que ecletismo é bom, porém as coisas tem que ter um certo elo de ligação e o Myha perde o elo a cada nova investida. Obviamente que a qualidade de cada uma existe. É bem executado, boas divisões de refrão e instrumental coeso. No blog ficou um impasse, eu (Rogério) achei estranho demais, já o Paulo gostou muito da banda, então o que posso dizer: Ouçam e tire as suas.

segue o link: http://www.myspace.com/myha

quinta-feira, maio 08, 2008

Punkake... alguém me ajude...




quarta-feira, abril 16, 2008

quarta-feira, agosto 22, 2007


acesse os trabalhos de DW nos seguintes sites:
www.myspace.com/constanzaconstanza
www.myspace.com/dwski
www.equipeespacial.blogspot.com
www.myspace.com/televisores
www.comacidodebaterianosdentes.blo
www.myspace.com/lonelynerdssongbox
www.portfoliodw.blogspot.com

Ps: Foram feitas correções no texto: Ribatski e quem toca teclado na banda Televisores é Álvaro Luz.

segunda-feira, julho 16, 2007

Mary Ann Cottons Attack! o pacto da música orgânica com a eletrônica

As primeiras experiências musicais de André, conhecido como Macarrão, começaram por volta dos 15 anos no rock. Mas o mergulho na música eletrônica não faz muito tempo e o que assombra no trabalho do seu projeto Mary Ann Cottons Attack! é o pacto da música orgânica com a eletrônica. Os climas de jazz aliados a sensações cinematográficas que se revelam em intrigantes ruídos, mostram um mundo elegante que se fundiu entre os muitos segmentos no qual há as divisões que são dançantemente lisérgicas e complexas e ao mesmo tempo, percebe-se que sua bagagem musical é realmente vasta. Há o “crash” entre o Beastie Boys, Thelonius Monk e Chemical Brothers.
Mary Ann Cottons Attack! está em fase de criação já com cara de gente grande, e com toda a certeza em um curto espaço de tempo vai unir vários públicos em torno de sua inteligência musical.

para conhecer melhor o trabalho do projeto Mary Ann Cottons Attack! , acesse: http://www.myspace.com/mattacks ou para conversar com Macarrão mande mensagens para http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=14971042710512353353

Escute na rádio do Mundo Descritivo a faixa Alto Lá

quinta-feira, junho 14, 2007

Falando do Festival da Tinidos, dia 11 de junho

equipe Festival Tinidos

Segunda feira saí apressado para chegar a Fnac, no festival Tinidos, afinal, estava marcado para às 19:00 horas o evento. Logo percebi que estavam só os músicos do Popelines. Tomei um café e fiquei observando. Próximo às 20 horas, olhei no canto do palco e vi chegar os organizadores e logo adentraram os convidados. A discussão girou em torno das mesmas obsessões, um mártir para salvar Curitiba de não ter um sucesso nacional. As discussões foram acontecendo até serem travadas no quesito: “Por que a Fnac tinha apenas 1 título paranaense em sua loja?”. Fiquei atônito, afinal, a loja cedeu o espaço para o evento, e me questionei: “Mas raios... o que veio ser tratado aqui? A loja por ser uma megastore acabou pagando por todo um conceito criado no fracasso do sucesso curitibano. Getúlio Guerra (prasbandas) foi mais realista nas colocações. Manoel Neto; como bom político artístico, pendia para o lado de Ferreira, ex Beijo aa Força, em elogios que se repetiam durante todo o tempo. Colocou suas máximas e teorizou se embasando em fatos históricos, falando de profissionalismo e coisas que depois foram desmanchadas na noite de terça; dia 12, quando os músicos tocaram de forma rústica em embalo de ensaio, devido a mais atrasos de equipamentos. Do que serviu a revelação da problemática se não tinham a solução no mesmo evento. Seguiram comentários de outros participantes, como do projeto Situação, que deflagrou uma série de questões, como o rusticísmo da maioria das bandas, dos releases mal escritos, das gravações e etc. Mas quando a banda foi tocar, ficou a esmo, enquanto os participantes tratavam de seus assuntos e esqueciam da própria cultura que levantaram. É um fato alucinógeno, um evento que tenta aglutinar e separa. Obviamente, eles tem seus méritos, mas, tudo soou plastificado quando um festival de cultura esquece o artista.

Bruno Lobo baterista da banda Popelines

O show do Popelines foi bom, conheci as músicas novas e me surpreendi com a limpeza que promoveram no som, tudo é mais nítido e musical agora. Com as novas canções, as anteriores perderam um pouco o brilho, parecem mais longas. Acredito que quando apresentarem um repertório baseado no novo ep, essa sensação sumirá.
Diante de tudo que foi relatado nesse post, confirmo que ainda assim o festival é interessante e acredito que se o foco das próximas discussões forem direcionadas para a maioria das bandas, que não são de classe média, muitas coisas vão ser entendidas e o lado mais artístico ainda vai prevalecer em tudo isso.

domingo, junho 10, 2007

Cultura Curitibana sendo regada para o próximo sol.

A história de Paulo Leminski me deixa muito emocionado. Tenho extremo orgulho de saber que com meus 13 até 15 anos, posso ter cruzado com ele em algum lugar dessa cidade. Confesso que gosto desse breu que Curitiba tem de cidade maldita, e da alcunha que ele levou até o dia de sua morte em 7 de junho de 1989, como o poeta marginal.
Muitos amigos que se consideram sofisticados e se desgarraram da cultura local ou querem digerir o caldo da cultura mais fácil, que os grandes jornais e meios de comunicação vomitam, me julgam e falam: “Cara o que você faz nesses showzinhos dessas bandas de porão?”. Sou contrário a essa idéia de mico amestrado cultural; e confesso que envelheço ainda mais interessado nessa selva de gente fria, mas que quando se concentra na arte libera o sumo puríssimo de extrema beleza.
Achei engraçado que escrevi bem sobre algumas bandas daqui e logo descobri por mensagens do orkut, que achavam estranho as resenhas que fiz e eles afirmavam: “A esse cara só pode ser conhecido”. Dei risada, se ele soubessem a importância que tem na vida de muitos suas canções, que essa nossa existência cheia de problemas por muitos vezes é desligada por eles.
Quantas vezes sai de casa cheio de mil coisas, e em apresentações do Charme Chulo, Casca de Nós, Móbiles, entre outros, voltei cheio de alegria em pensar que moro em uma capital que abriga gente de extremo talento. Cada um vai onde quer, e prefiro as novidades e a cada show tenho as tenho na capital dos pinheirais. Vamos na nossa marginalidade cultural nos manter intacto as fórmulas das cartilhas do sucesso, não importa que o reconhecimento aconteça em algum lugar do futuro, que venha da tecnologia, que venha de meios rudimentares que já foram futuro no passado. Eu sei que a honestidade vai ser maior que a ânsia dos inocentes locais, que já desistiram da sua labuta intelectual para perseguir um sucesso que foge deles. O que sei realmente, é que as coisas boas não morrem com o tempo, as coisas boas podem estar sendo regadas para o próximo sol, e esse calor gostoso vem depois da geada que é sempre eminente.

Tinidos: saindo do coma e surpreendendo

Estou escrevendo hoje para justificar a crítica que teci referente ao site e o aglomerado intelectual da Tinidos; quando escrevi a crítica me referindo ao coma do site. Eis, que ressurgem das cinzas com um festival que considero o mais importante da cena paranaense atualmente. Há inteligência em trabalhar com várias vertentes da música independente. Obviamente que transparece o gosto deles em bandas mais melódicas, como o IMPAR. Mas no geral a participação do movimento Prasbandas, trouxe ainda mais diversidade, que já era um gosto que muita gente gostaria de sentir nos festivais curitibanos.

acesse o site http://www.tinidos.com.br/

quinta-feira, maio 10, 2007

Manicômio 77 vai mostrar aos punkinhos sensíveis o que é o punk!!!!!

Escute a narração do texto

Era inverno,de ventos cortantes. Andavamos na cidade procurando bebida barata e diversão. Faziamos uma espécie de via sacra. Curiosamente o cara que atendia tinha a feição do Maguila. Foi lá que entrei em contato com punks reais, que se amontoavão como religiosos para comer hóstia, na verdade era para comprar aquela vodka de garrafa de plástico. Fiquei curioso quando falaram de um show que iria acontecer no TUC, que antigamente abrigava apresentações underground. O ano acredito ser em torno de 1995.
Compramos nosso vinho e seguimos para o show, e logo vimos a galeria lotada de punks 77, que estavam ávidos para assistir o show da banda Manicômio 77. Era como se estivesse em um mundo paralelo, com figuras com mil tachinhas, cabelos ao alto e irônia plena.
Passaram-se meia hora e logo estavam de frente para o Manicômio. Começaram satirizando Black Sabath. Depois de dois minutos começou o que considero o mais puro manifesto punk, com o vocalista Cana de olhos arregalados, contorcendo o corpo frenéticamente. Era extasiante assistir aquilo, a guitarra era uma verdadeira serra elétrica e o baixo grave galgava profudamente o mais escondidos orgãos do corpo.
A platéia interagia de forma absurda. As pessoas pareciam hipnotizadas, prontas para qualquer loucura que acontecesse. Era um mar de gente enlouquecida e entregue a cada minuto daquele show.
Hoje com a inversão dos valores punks, tudo se perdeu, mas a volta do Manicômio 77 vai mostrar aos punkinhos sensíveis o que é o punk em sua essência bruta sem lapidações.

escute Manicômio 77 no www.myspace.com/manicomio77

terça-feira, maio 08, 2007

Vamos lavar a alma com Sabonetes

Um sucesso você identifica em uma primeira audição. Obviamente há músicas que o tempo lhe faz entender melhor a proposta. Mas o sucesso que me refiro, é aquele você ouviu uma vez e não consegue mais parar de cantar, lhe causa uma boa sensação e provavelmente ouvirá mil vezes e ainda assim apertará o play para escutar de novo; isso aconteceu quando ouvi os Sabonetes na música "Se não der não deu".

A banda é extremamente moderna.Consegue prender com as melodias e os arranjos fortes. Eles tem características sonoras próximas do Popelines, queria ver os show das duas bandas em um mesmo evento, seria ótimo.
Das quatro músicas do ep do Sabonetes, me identifiquei com duas, depois de ouvir "Se não der não deu", as outras faixas acabam menores perto da inteligência dela. Aurora é outro petardo que você tem que ouvir cuidadosamente as guitarras gritantes e a melodia que alternaStrokes com Noel Rosa.
Resumindo, que Los Hermanos que nada, temos Sabonetes, vamos lavar a alma com o sucesso desses meninos e ver que temos gente aqui surpreendendo e injetando boa música em território nacional.

escute Sabonetes no www.myspace.com/sabonetes

quarta-feira, abril 25, 2007

Mantra Yard - Escatologia e guerra aos (emo)cionais

Os ecos do Nirvana ainda continuam pegando firme no coração de bandas atuais. São Paulo a cada esquina tem adolescentes bebendo na fonte de Kurt Cobain.
Mantra Yard, é um dos filhos órfãs da sonoridade grunge, que hoje é ainda mais valorizada como um tesouro a ser explorado. Mas há uma linha bamba quando se tenta seguir a proeza de Cobain, pois além de bons riffs, havia melodias fantásticas, nada era gratuito no que ele fazia.
O Mantra Yard parece liderar junto há algumas bandas paulistas a mesclagem extrema e violenta de escatologia sonora. A adolescência é levada as ultimas conseqüências através de gritos e palavrões. Parece uma guerra declarada a dissipação de sonoridades emocionais, é a fuga do punk atual, mas ele está lá, fluindo não de forma intensa, mas está lá.

Para quer uma noite de emoções sem pensar em nada, acesse o site do Mantra Yard

sexta-feira, abril 20, 2007

Um ex sonifero a base OAEOZ

Quando descobri o OAEOZ no final da década 1990, achei interessante o nome, imaginava algo ligado ao rock progressivo, por ser nome de disco dessa fase dos Mutantes. Fui em alguns shows, que ainda tinham Igor (que fez parte do Tods) tocando guitarra e trumpete. Ele conseguia imprimir um ar mais jazz, ao colocar frases rápidas. Mas seguiu para outros caminhos e a banda ficou sendo totalmente levada a frente por Ivan Santos.
Gosto das letras, mas algo me intrigou, todos os shows tinham uma dinâmica muito parecida. Acredito que se mantiveram assim por anos e anos no mesmo pique. Três músicas chegavam a prender a audição, mas depois o tédio consumia a vontade de tentar ir fundo na sonoridade e as performances exageradas de Ivan incomodavam em canções mais depressivas, tudo parecia ser fora de hora, até mesmo os discursos raivosos que serviriam para bandas de hardcore tiravam o foco dos expectadores.
Acabei me desinteressando pela banda, mas, quando entrou outros músicos, ganharam mais dinâmica. André Ramiro; guitarra e Carlão Zubek; guitarra, acabaram com aqueles acordes largados ao vento de Ivan, a sonoridade se tornou mais complexa o que prendeu suas firulas e os andamentos mudaram.
André Ramiro é um músico mais aberto a outras sonoridades e tem mil facetas, explora efeitos cria climas e Carlão imprime rock de verdade no som do OAEOZ. Ambos tiraram os efeitos de sonífero que a banda tinha, dito e feito, era assim, escute três músicas e ache um local para se encostar.
Acredito que atitude pode ser mil coisas, menos o excesso, e o ar cool forçado que Ivan tenta imprimir.
Logicamente não posso desdenhar a banda como se não tivessem sua importância e tenho em meu micro músicas que gosto como:Lembranças (Não valem nada)” e “Luz e sombra”.
Quem gosta de sons bem calmos e relatos pessoais escute o OAEOZ, deite e relaxe, de preferência escute o cd “
Às vezes céu”.

Acesse o OAEOZ

terça-feira, abril 17, 2007

Pipemaze, bends fantásticos e arranjos tensos

“Pipemaze Pelo amor de DEUS, o nome da banda não é "paipemeize" é PIPEMAZE, pípêmázê, isso aí, um abraço.”

Assim se anuncia o ótimo Pipemaze.

Ao ouvir a primeira música do Myspace, pensei que eles eram ligados a sonoridade sessentista, mas na segunda faixa, o queijo cai ao chão com a tremenda força das guitarras, que evoca o começo das bandas noise brasileiras do ínicio dos anos 1990.
Dressed in flames, possui bends fantásticos, arranjos tensos e a colocação da melodia é extremamente perfeita. Das bandas que se aproximam do ideal sonoro do cultuado Sonic Youth, Pipemaze se destaca ao aproveitar a referência deles e colocar um têmpero particular a cada novo compasso. É música que você acaba ouvindo sem parar para entender ainda mais a construção.
Na música, O cara de sorte, (se firmou na minha mente a idéia do que fazem) a letra possui uma narrativa que explora sobressaltos poéticos, e muitos conceitos e gêneros se misturam na minha cabeça e agora quem salta aos ouvidos é Sid Barret, quando utilizam o cromatismo de forma inteligente para gerar sensações de queda e divisão de realidade na música.
Para quem achou que iria saber o caminho me enganei. Sinceramente ganhei um grande presente a cada nova audição. Repetindo: “Pipemaze Pelo amor de DEUS, o nome da banda não é "paipemeize" é PIPEMAZE, pípêmázê, isso aí, um abraço, guarde esse nome, vá aos shows e compre os eps.”

Clique aqui e ouça Pipemaze pule direto para a segunda faixa do player do Myspace

domingo, abril 15, 2007

Onde o fogo apagou há fumaça... Relembrando o passado.

Sempre teve aquele ditado “onde há fumaça há fogo” que se repete por ai em várias bocas, mas podemos inverte-lo de certa maneira, se tratando de algumas questões locais. Um grupo de pessoas que organizou um evento por anos aqui em Curitiba, se achavam deuses intocáveis e vejo realmente neles arrogância para tratar com a crítica. Só agora localizei uma resposta sobre um post que coloquei, chamado: “A imprensa cega, muda e surda”.
Quando falei do assunto, não foi porque ouvi falar, e sim, porque participei dos festivais, paguei meu ingresso, estava no evento. Segui os outros que se sucederam e foi cansativo todo ano chegar lá e ver as mesmas caras, e o cara que falou para não baixar o seu mp3, realmente não me interessei por eles, não é pela sonoridade e sim pela postura de rock-star e não pago e não me aplico para ver o ego saltar na cara.
Falei sim de bandas que tocaram nesse festival, é obvio isso, as bandas são ótimas, não é porque não concordo com a conduta que não irei falar deles. Quando citei a escalação da trupe do evento gelado, me referi com enfâse, ao cara que respondeu espumando pela boca, raivoso, mantendo sua pose de idolo dândi, exatamente porque todo ano estava o sujeito bradando e fazendo firulas no palco, como se aquilo fosse marcar a história. Milimétricamente fazia cara de dor, um passo a frente, outro atrás. Isso é querer entrar para história a força, cravando as unhas e forçando a barra.
Quanto a ser crítico, de fato não sou, apenas gosto de música e acompanho as bandas locais e um escrevo em um blog e daí? Alias eu lia o outro blog de vocês e não eram tão levados a sério, e constantemente muitas pessoas não resistiam em “tirar um sarrinho” em posts críticos que se repetiam. Como a própria disse, esperava algo apurado, queria que não me apega-se ao passado, mas escutei o programa e deveria saber que assim como eu, muitas pessoas escutaram e partilham da mesma opinião, e acho interessante, pelo jeito você não escreve de coisas passadas. Mas em uma retrospectiva ( é futuro?) da história paranaense sobre música local, estavam os idolos novamente, milimétricamente com a imagem de escritor beat, e pelo jeito você está a frente de seu tempo, por isso estarei sempre aqui para saber as novidades para 2008, 2009, porque passado é coisa de quem acha que está na crista da onda (quanto tempo não lia isso, ou será novidade? Bobinho isso é ironia você não está na crista da onda).
Sei que você tem mais o que fazer, mas eu lembro de vocês e gostei que lembraram de mim, então que bom que estou entre vocês, nas entrelinhas do seu blog, que só fala de bandas indiezinhas, assim como eu falo.

sábado, abril 14, 2007

"O Passáro" de Dirceu Graeser nunca parou de voar

No início da década de 80, ainda criança, com o rádio ligado escutava várias canções. Muitos estilos tocavam ao mesmo tempo; as estações não eram tão segmentadas. Como é comum, algumas canções povoam nosso pensamento,mas, com 6, 7 anos, você não se importa com nomes, mas as melodias se mantêm quase intactas na cabeça, entre elas destaco a música “O Pássaro” de Paulo Hilário, gravada por Dirceu Graeser em 1980, no disco de mesmo nome.

Ambos citados acima, são de suma importância para o rock local, mas fico deverás triste com esse esquecimento. Paulo Hilário ainda está tocando pela cidade com os Metralhas, (banda cover dos Beatles) acredito que a fama dos sucessos dos Beatles acabou tirando os olhos dos curitibanos para o lado o seu lado compositor. Isso ainda se mantêm nos dias de hoje e por falar nisso, tenho um certo receio que o lado autoral de bandas como o Anacrônica vá para o ralo por causa desse trabalho com covers, pois é inevitável dizer que essas pessoas acabam querendo o cover e muitas vezes o dinheiro derruba a arte.

Dirceu Graeser que é foco desse texto, começa a sua aventura pelo rock nos idos de 1965, com parcerias em composições gravadas por artistas como: Jean Carlo, que lançou muitos discos pela então conhecida gravadora Copacabana. Dirceu tinha suma-importância, pois estava ligado ao rádio e até hoje lembrado por seu trabalho no meio.

Graeser, então com 40 anos, voltou a gravar. Teve apoio de Reinaldo Godinho nos arranjos, e fez um disco com o título de "O Som do Samba no Sul-volume I".

Com a tiragem de 3.500 cópias, das quais 1.500 doou a entidades assistênciais. Dirceu compôs 8 faixas, do elepe, enquanto que Paulo Hilario, escreveu "O Pássaro", uma das músicas mais tocadas na época. A gravadora K-Tel, percebendo a força das músicas fez a reedição do disco, com o título certeiro de "O Pássaro".

Utilizou como capa uma foto da Ilha do Mel e lançando-o nacionalmente. O single com a canção “O Pássaro”, ficou entre aos mais vendidos ao lado de cantores internacionais como Nika Costa.

O Mundo Descritivo tem o prazer em colocar em voga o nome de Dirceu Graeser, que faz parte da nossa história e que tem que ser reverenciada, ressuscitada para os jovens de hoje e de amanhã. É necessária essa cultura de resgatar nomes, de dar créditos as pessoas que movimentaram a nossa música Curitibana. Dirceu ( onde estiver, agradecemos pela sua genialidade) e você Paulo Hilário, parabéns por manter a chama da música local sempre acessa.

Clique aqui e baixe o sucesso "O Pássaro" composição de Paulo Hilário gravada por Dirceu Graeser.

terça-feira, abril 03, 2007

A jardineira Marielle Loyola: tingindo as cores das flores e renovando as raizes do rock curitibano

O rock é um vício! As pessoas que se envolvem com o gênero dificilmente conseguem se desligar, é muito intenso. Dentro desse contexto, vale ressaltar uma das mais competentes vozes do rock local: Marielle Loyola; que há anos vem montando bandas importantes no cenário brasileiro. Mesmo tendo uma história fora do núcleo da célula de sucesso do rock nacional; Foi extremamente importante ao fazer parte das bandas: Arte no Escuro e as Volkanas (primeira banda de trash-metal femino do Brasil).
Marielle sempre flertou com muitos sons e fica evidente na atual sonoridade da banda Cores de Flores, que no ínicio de carreira possuia características mais pops e aos poucos foi aumentando o peso e hoje tem muitas referências do Gothic Metal.
A banda é uma das que mais batalha na cena local, estão constantemente fazendo notícia, sempre há novidades, discos, programas de rádio, mudanças no visual, etc. Marielle é incansável, muda, se adequa, permuta conceitos e continua levando a frente o que acredita. Por isso que desde de 1998 não parou e agora está prestes de lançar pelo selo Silent Music o cd: "Paixão". Com isso a jardineira competente, constantemente está tingindo as cores das flores e renovando as raizes do rock curitibano.

Maiores informações sobre a banda acesse: www.coresdflores.com.br

domingo, março 11, 2007

Nessa procura diária por bandas curitibanas, e no anseio de localizar as obras primas locais, achei o Supercross, que acredito ter acabado de lançar o extremamente autoral ep: “A falta que a morte me faz”. Material com canções sinceras, nas quais Maurício Carl.ski, disseca várias agônias diárias; escutando bem, você pode até entrar no universo particular de suas criações, a simplicidade da escrita facilita se tornar intimo Carl.ski e saber que o disco é realmente um diário.

Spiritual, é a canção que prende e emociona, Carl.ski, busca na lisergia dos anos 60, uma das melhores melodias que ouvi, ele não é o que podemos chamar de cantor, mas seu talento para criar belas melodias o coloca em um patamar diferenciado dentro das indie-bands curitibanas e outra canção que chama atenção e Nada ao redor que revela forte influência de Ride e Radiohead, mas com o jeito low-fi da banda tocar, desconfigura muitos planos de tentar inseri-los dentro de um filão sonoro.

Para quem gosta de temas mais emocionais ouça Supercross no site: http://www.myspace.com/supercrossrock


quarta-feira, março 07, 2007

Maltines não precisa de vocês gravadoras!!!!!!!!!!!

Na década de 1990 muito se discutia sobre pop e música depressiva. Muita gente julgava que tais rótulos eram pejorativos. Mas uma canção é muito mais que uma merá arquitetura de estrofe, refrão e por ai segue. Há muita coisa por trás que lhe faz escutar a mesma música muitas vezes e querer mais e mais vezes apertar o play.
A banda catarinense Maltines tem esse dom de trabalhar bem o lado pop, evidenciando que estão prontos para capturar muitos fãs, ao mostrar que acima do lado autoral há a proposta visual que faz com que a banda se torne gigante perante aos olhos e ouvidos, mesmo sendo independente. Provavelmente os mais radicais vão lembrar que a banda é inocente, pura... mas esse gosto juvenil que foi perdido com a seriedade dos anos de 1990, a banda traz de modo inteligente. Maltines é uma banda que se for trabalhada corretamente vai render um bom dinheiro, mas o mercado anda tão diferente que venho a acreditar que eles vem se estruturando para lidar com as facilidades do mp3, dos servidores p2p, dos sites como rapidshare. No Brasil muitas pessoas deixaram de comprar cd´s e eles (as gravadoras) se pegam pensando em como ganhar dinheiro com os produtos que tem, e bandas como Maltines sobrevivem dos shows e agora o único lucro das bandas, eles estão querendo abraçar.
O interessante mesmo é ver uma ótima banda como o Maltines produzindo sem truques e besteiras impostas por gravadoras, boas canções.


SITE
http://www.maltines.com.br (Em Construção)

FOTOLOG
http://www.fotolog.com/maltines

MY SPACE
http://www.myspace.com/156938423

TRAMAVIRTUAL
http://www.tramavirtual.com.br/maltines

VÍDEOS NO YOUTUBE
http://www.youtube.com/results?search_query=maltines&search=Search

PROFILE ORKUT
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=11901784775403389025

COMUNIDADE ORKUT
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=17437142


segunda-feira, fevereiro 26, 2007

The Slobs: A pedra evolutiva rola!


Após o carnaval já começam a pipocar novidades no front curitibano, entre elas estão a banda The Slobs, com o single: “Quero seu coração (nem que tenha que assaltar o necrotério)", que relata um caso de amor de um necrófago. Não sei se foi intencional mas a música tem referências de psychobilly, ao explorar um tema que remete a filmes b, de terror, a introdução mostra o flerte com o resgate do novo rock, mas com The Slobs é difícil se situar e afirmar o estilo que trabalham, já que utilizam muitas influências. Nas músicas do começo da carreira, tinham muito pop do rock brasileiro dos anos 80.

Existe a notável busca pela identidade nas faixas disponíveis no site. Até na voz é perceptível a evolução; inclusive Anatole Klapouch, agora semitona menos e encontrou o equilíbrio vocal ao cantar de maneira mais incisiva.

Para quem procura rock bem humarado e com fortes riffs acesse: http://www.theslobs.com.br
(fizemos uma capinha para quem quiser baixar o single, mas não tem a ver com tema)

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Os Mariatchis e o novo Single




















Os Mariatchis é a mais diferente das bandas da cena mod curitibana. Pelas duas canções que escutei, percebi que fogem de temas clichês do estilo (curitibano), são mais melódicos (Tato tem uma ótima voz) e possuem uma construção pop que tende a deixar as cancões bem redondas para audição.
É obvia a influência dos veteranos do Relespública e da nova leva rock, como o Strokes.
Ao escutar "Inocente é você" ja fiquei curioso para ouvir as outras canções.
O Mundo Descritivo deixa para você uma capinha para o single. Para escutar os ótimos Mariatchis, acesse www.tramavirtual.com.br/mariatchis